quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Alimentação e colesterol:

            Há quem pense que o colesterol é um grande vilão para a saúde, mas engana-se quem pensa assim. É verdade que o colesterol quando em excesso no organismo nos traz prejuízos e aumenta o índice de doenças coronarianas, além da obesidade. Mas não podemos esquecer que existe um tipo de colesterol BOM chamado HDL, este tem por finalidade carregar consigo o excesso de colesterol ruim LDL do sangue, evitando o entupimento de artérias e veias. Sem a gordura no organismo varias atividades ficam prejudicadas, como a síntese de hormônios, absorção de vitaminas A,D, E, K, constituição de celulas e membranas, dentre outros.
Então o problema é: ter colesterol ruim LDL em excesso e o colesterol bom HDL em baixa quantidade.

           Pessoas que possuem o mal colesterol elevado LDL ou que querem prevenir, devem cuidar a alimentação que deve ser rica em gorduras monoinsaturadas e polinsaturadas, frutas, vegetais, grãos e cereais integrais.
           As gorduras monoinsaturadas são encontradas em: amendoins, nozes, azeite de oliva, abacate, óleo de girassol, canola; já as gorduras polinsaturadas são encontradas nas formas de ômega 3, 6 e 9 em alimentos como peixes, óleo de soja, soja, grãos integrais.
           Esses alimentos auxiliam no aumento sérico da porção HDL do colesterol, assim diminuindo a porção LDL.
             Já os alimentos integrais auxiliam da mesma forma, além de aumentar o tempo de saciedade, eles trabalham absorvendo a gordura ingerida, diminuindo a absorção.

           Já sabemos quais alimentos priorizar para prevenir o aumento do colesterol, mas quais devemos evitar?
Os alimentos de origem animal possuem naturalmente colesterol, por isso devem ser consumidos com moderação para quem já tem LDL elevado. Deve evitar o consumo de leite integral, carnes vermelhas e gorda, figado, rins, coração, queijos amarelos, ovos (principalmente gema), guloseimas como bolachas recheadas, salgadinhos, nata, margarina, embutidos, frios (presunto, salame, copa...).

           As gorduras trans também são responsável por aumentar o nível de LDL e diminuir o HDL, ela é encontrada em produtos industrializados como: molhos prontos, temperos prontos, chocolates, biscoitos recheados, sorvetes, pães.

            Para se ter um controle dos níveis de colesterol é preciso manter uma alimentação saudável e balanceada, sempre dando preferencia por alimentos naturais, tanto para adultos como crianças.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Exercício e Diabetes

          O Ministério da Saúde (2002) define Diabetes Melitus como uma síndrome de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina em exercer adequadamente seus efeitos, caracterizando-se por hiperglicemia crônica com distúrbios do metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídios.
          O impacto da doença como problema de saúde pública decorre não apenas de seu quadro clínico diretamente relacionado à hiperglicemia, mas principalmente como conseqüências, em suas complicações crônicas vasculares e neurológicas observada pelas alterações que ocorrem em diferentes órgãos e sistemas que se traduzem em uma piora acentuada da qualidade de vida do paciente diabético.
          Durante a digestão normal o corpo converte o açúcar, o amido e outros alimentos em açúcar simples chamado glicose, que é conduzida pelo sangue até as células, e introduzida em seu interior pela insulina, dessa forma, a glicose é convertida em energia para a utilização imediata ou armazenada para o uso próximo. No entanto, quando o Diabetes Melitus aparece, este processo é interrompido, a glicose acumula-se no sangue, ocasionando um quadro hiperglicêmico. O excesso de glicose no sangue e a sua falta no interior da célula são as causas de todos os sintomas do Diabetes.
          Os benefícios do exercício regular em diabéticos, incluem, a redução da perda da massa óssea (osteoporose), aumenta o fluxo sangüíneo muscular e a circulação de membros inferiores; contribui na redução de peso, bem como na manutenção do peso normal e da massa muscular, se o exercício for associado a uma dieta hipocalórica.
          O exercício físico precisa ser bem conduzido para que seus riscos sejam minimizados e seus benefícios aumentados, recomendado no controle tanto no diabetes tipo I, quanto no diabetes tipo II, gerando importantes mudanças nos aspectos biológicos, psicológicos e sócio-cultural dos indivíduos. A nível fisiológico, o exercício promove adaptações agudas e crônicas nos sistemas metabólico, neuro-endócrino e cardiovascular.
          Os exercícios regulares aceleram as adaptações metabólicas e hormonais que aparecem no início do exercício físico e contribuem para reduzir as necessidades da insulina, também aumentam a sensibilidade à insulina de forma semelhante ao indivíduo saudável, por um aumento significativo à responsividade dos receptores de insulina, proporcional à melhora da aptidão física.
          Além dos efeitos metabólicos o exercício físico pode trazer outros benefícios relacionados aos fatores de risco das doenças cardiovasculares, em geral, indivíduos diabéticos apresentam doenças associadas tais como hipertensão, dislipidemia, obesidade (diabete tipo II) e doença isquêmica do coração, dessa maneira pode-se dizer que o exercício físico regular em indivíduos diabéticos, além de contribuir para a melhora do estado glicêmico, diminui os fatores de risco das doenças cardiovasculares.
         O programa de exercícios físicos para diabéticos, é extremamente complexo, pluridimensional e multiforme, necessitando ser complementado e interpretado por uma série de exames clínicos e laboratoriais, que ajudam a equipe do programa (médico, nutricionista e professor de educação física) a concretizar e adaptar as exigências específicas de cada diabético as suas reais condições de saúde.
          Para o diabético insulino dependente, o treinamento deve ser realizado diariamente, pelo fato de auxiliar na manutenção do padrão dieta - insulina regular, 20 a 30min, monitorando os níveis de glicemia antes e depois do exercício.
          Para os diabético não dependente de insulina, a maior freqüência do treinamento (de moderada intensidade e baixo impacto), auxilia no controle do peso e no tratamento do diabetes, tendo duração de 40 a 60 minutos, suficiente para um gasto de 200 a 300 kcal, em uma intensidade moderada, devido a sua freqüência e duração serem altos. Para diminuir os riscos de problemas músculo-esqueléticos, os primeiros estágios devem ser de curta duração e gradualmente progressivos.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Atividade Física, uma importante aliada contra o colesterol

          Além de proteger o coração, enrijecer os músculos e aumentar o condicionamento físico, os exercícios também colaboram para o controle do colesterol.
          Essa alteração nos índices de colesterol, provocada pela atividade física, ocorre porque, durante o exercício, a circulação sanguínea é aumentada, ativando o fluxo de sangue nas veias e artérias. Isso evita que as gorduras – os triglicérides e o LDL – se instalem e se acumulem nas paredes das artérias.
          Ao evitar o acúmulo de gordura, o coração fica protegido de um dos fatores de risco mais perigosos para doenças cardiovasculares: a aterosclerose.
          A prática de exercícios pode alterar a produção das enzimas que controlam os níveis de gordura do nosso sangue. A LPL, a enzima que destrói os triglicerídeos e aumenta os níveis de colesterol-HDL (colesterol bom), foi encontrada em quantidades elevadas entre os praticantes de exercícios aeróbios. Além disso, a perda de gordura corporal irá aumentar a ação da LPL.
          A hepatolipase (HL) é a enzima que remove o bom colesterol, o HDL, e o destrói. Os exercícios de resistência tendem a diminuir a quantidade de HL, ajudando a aumentar o nível de HDL.
          Porém, por causa do conteúdo hereditário, nem todos conseguem a mesma resposta frente aos valores das frações do colesterol com o exercício.
          Não há um exercício melhor que o outro, tudo depende de quem vai praticar. A melhor escolha é sempre por uma atividade física que proporcione prazer. Muitas vezes optar por exercícios da moda ou que pareçam mais eficazes pode não ter o mesmo efeito do que uma simples caminhada, desde que a pessoa sinta-se bem durante a prática.
          Começar pela caminhada é uma boa pedida para quem é sedentário. Essa atividade não requer grande nível de condicionamento físico, tampouco equipamentos ou acessórios sofisticados. Outra vantagem é que da caminhada é possível evoluir para esportes que exijam mais preparo, como a corrida.
          O acompanhamento de um especialista no esporte é recomendado para orientar quanto à intensidade, descanso e alimentação para garantir a segurança e os resultados.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Musculação para crianças

          A musculação tem provado ser um método seguro e efetivo de condicionamento. Embora muitos acreditem que só adultos podem praticar, o publico de crianças vem crescendo nos últimos anos e organizações de medicina esportiva apóiam esta prática, desde que bem supervisionada.
          Primeiramente devemos lembrar que este público não é formado por adultos em miniatura. As crianças deverão iniciar o treinamento a um nível que seja mensurável aos seus níveis de maturidade, capacidades físicas e metas individuais.
          Uma falta de percepção comum é que a musculação irá impedir o crescimento. O que se pode ter certeza é que o treinamento não afeta este fator, ele provavelmente tem uma influencia favorável no crescimento em qualquer estágio de desenvolvimento, e também pode aumentar a resistência a lesões.
          Os programas de treinamento de força para crianças são relativamente seguros quando comparados aos outros esportes e atividades nas quais as crianças participam regularmente. Paradoxalmente, parece que as forças colocadas nas articulações de crianças, durante a participação esportiva, podem ser bem maiores que aquelas geradas na musculação.
          Embora não haja uma idade mínima para iniciar, a criança deve demonstrar maturidade emocional para seguir as diretrizes deste treino. A meta do treinamento de musculação não deverá estar limitada apenas ao aumento de força, mas também a ensinar as crianças sobre consciência corporal e promover o interesse por atividade física e saúde.